Estima-se que neste ano cerca de
520 mil pessoas terão câncer no Brasil, sendo 257 mil em homens e
260 mil em mulheres, segundo dados do Inca (Instituto Nacional de
Câncer). Uma boa alimentação – que passa longe de embutidos,
bolachas, sal entre outros – e exercícios físicos regulares
ajudam a prevenir a doença, segundo especialistas ouvidos
pelo R7.
A lista de alimentos considerados
causadores da doença começa com os embutidos, como linguiça,
salsicha, presunto, peito de peru. Segundo o nutricionista do Inca,
Fábio Gomes, estes produtos contém conservantes que em contato com
o sulco gástrico (produzido no estômago) são transformados em
substâncias cancerígenas.
— O sal ou alimentos que
possuam muito deste elemento, como o bacalhau, é prejudicial
também. Ele provoca uma agressão no estômago que pode estimular as
alterações nas células.
Além de evitar estes alimentos,
Gomes afirma que o modo em que se preparam as carnes pode ser
prejudicial à saúde. O ideal é que o peixe, o frango, a carne
vermelha sejam preparadas no forno ou cozidas na panela.
— Quando submetidas a uma
temperatura altíssima [chapa, grelhada ou frita], aparecerá um
composto cancerígeno, que provocam mutação das células. Vai fazer
um peixe, recomendo fazer uma moqueca, por exemplo.
Nos hábitos alimentares
cotidianos, o nutricionista ainda conta que o ideal é evitar também
produtos com muita concentração de quantidade de energia, como
biscoitos, lanches, sanduíches, e bebidas açucaradas, como
refrigerantes, sucos, mates.
Abuse
Frutas, legumes, verduras e
fibras são alimentos que ajudam a prevenir o câncer. Segundo Gomes,
elas protegem as células de agressões que podem deixá-las doentes e
desenvolver o câncer. Além disso, estes produtos possuem
compostos que bloqueiam a chegada dos elementos cancerígena e, caso
as células doentes se multipliquem, eles conseguem matar as
defeituosas.
— O ideal é reduzir ao
máximo ingerir alimentos pré-prontos e recorrer à alimentação mais
fresca. Exercícios físicos ajudarão a prevenir ganho de peso
e o equilíbrio hormonal, que evita o superestímulo de produção
desenfreada de células.